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Quanto custa uma má contratação?

Publicado a 7 de julho de 2026

Este artigo foi redigido por um sistema de inteligência artificial. A JOBO responde pela sua publicação.

Uma má contratação custa entre 40% e 200% do salário anual da função, segundo a estimativa mais citada na literatura, recolhida nos manuais da SIOP (2018). Para uma função de 35.000 € brutos, são entre 14.000 € e 70.000 € por cada erro. A Gallup (2019) chega a um intervalo semelhante: substituir um colaborador custa entre 50% e 200% do seu salário anual.

O número surpreende porque a maior parte desse custo não aparece em nenhuma fatura. O salário vê-se; o tempo da sua equipa, a vaga que volta a abrir e o desgaste de quem fica, não. Vamos por partes.

Do que se compõe o custo

O custo total de uma contratação errada divide-se em cinco rubricas:

  • Salário e contribuições do candidato que não encaixa: paga o custo total de empresa durante os meses que demora a detetar o erro, que costumam situar-se entre 3 e 9, consoante o setor.
  • Tempo de gestão do processo: triagem, entrevistas e reuniões de avaliação. Segundo o nosso modelo de custo interno, um processo médio para uma função qualificada consome cerca de 111 horas-pessoa e aproximadamente 3.075 €, com 73% do custo concentrado em entrevistas e respetivas avaliações (uma entrevista completa ronda os 205 €).
  • Recontratação: o processo volta a começar do zero, pelo que essas horas e esses euros são pagos duas vezes.
  • Custo de oportunidade da vaga: enquanto a função não produz, a margem que deveria gerar perde-se mês a mês.
  • Impacto na equipa e nos clientes: sobrecarga para quem absorve o trabalho, desgaste do moral e risco de maior rotatividade.

Os números de referência (e de onde vêm)

Nenhum estudo dá o mesmo número exato, mas os publicados convergen na ordem de grandeza:

  • SIOP (2018): o intervalo mais citado situa o custo total entre 40% e 200% do salário anual, segundo o nível de responsabilidade e a criticidade da função.
  • Gallup (2019): substituir um colaborador custa entre 50% e 200% do seu salário anual.
  • Center for American Progress (Boushey e Glynn, 2012): o custo de substituição vai de 16% do salário em funções básicas, com uma mediana em torno dos 21%, até 213% em perfis diretivos.
  • REC (2017): no Reino Unido, uma má contratação num quadro médio supera em 3 vezes o seu salário anual.
  • SHRM (2025): apenas contratar —antes de contabilizar qualquer erro— custa em média cerca de 5.475 $ por pessoa em funções não diretivas.
  • O nosso modelo de custo interno: cerca de 111 horas-pessoa e cerca de 3.075 € por processo de seleção numa PME — o custo que se repete se for preciso voltar a contratar.

Leitura honesta: são intervalos agregados sobre muitos processos, não uma previsão do seu caso. O custo real depende da função, do setor e do tempo que demorar a detetar o erro.

Como reduzir o risco

O risco de contratar mal não desaparece, mas reduz-se movendo a avaliação para o início do processo. A entrevista tradicional sem estrutura prevê pouco: décadas de investigação em psicologia do trabalho situam-na entre os métodos que pior antecipam o rendimento. Combinar vários preditores estruturados —testes cognitivos, entrevista estruturada, amostras de trabalho— multiplica essa capacidade, e a conclusão prática é consistente em toda a literatura: a avaliação estruturada prevê de forma consistente melhor do que a intuição.

Na prática: defina os critérios antes de abrir o processo, aplique os mesmos testes a todos os candidatos e deixe a decisão final sempre nas mãos de uma pessoa, com a avaliação como suporte, não como substituto.

Calcule o custo no seu caso

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Perguntas frequentes

Qual é o custo médio de uma má contratação?
A referência mais citada, recolhida pela SIOP (2018), situa-o entre 40% e 200% do salário anual da função. A Gallup (2019) estima entre 50% e 200%. Para um salário de 35.000 €, falamos de entre 14.000 € e 70.000 €.
Que percentagem do salário representa?
Depende do nível da função. O Center for American Progress (2012) calcula-o desde 16% em funções básicas até 213% em perfis diretivos, e a REC (2017) calcula que em quadros médios supera 3 vezes o salário anual.
Como se evita uma má contratação?
Não se evita totalmente, mas o risco diminui com uma avaliação estruturada antes de decidir. A investigação em psicologia do trabalho é consistente: combinar preditores estruturados antecipa o rendimento muito melhor do que a entrevista sem estrutura.